Em virtude do rebaixamento dos valores morais, o homem que pauta suas atitudes no Evangelho encontra-se anacrônico em relação ao seu tempo? O comportamento conforme recomenda o Evangelho ainda não é para os nossos dias?
— O desprezo e a desconsideração constantes a esse código há custado o prolongamento das dores entre as criaturas e o desespero que grassa, ininterrupto, ceifando as jovens promessas do futuro, em florações que não alcançam a glória ditosa da frutificação...
E surgem os arremedos de culto a Satã, a modernização do espírito cristão em conciliábulos vexatórios com os instigadores do rebaixamento moral do homem, em aberrantes espetáculos de pesquisa, dita religiosa, nos Templos, nos Teatros, nas Televisões, nos Cinemas, nas ruas, atentando, sob o beneplácito da acomodação quase generalizada, contra os veros postulados da Fé, do Amor, da Paz que ressumbram da Boa Nova, conspurcada na vivência atual, mas sublime na sua legitimidade intrínseca, ainda não atingida pela grande mole humana...
Ciclo transitório o destes dias de demolição pertinaz, é a madrugada do período feliz que se avizinha promissor.
Aos espíritas sinceros cabe o relevante labor de construir sobre os escombros morais da atualidade, o homem integral, conforme as características do Evangelho, homem-protótipo da Humanidade ditosa do porvir.
Consubstanciando o verbo divino nas atitudes, o cristão novo se deve aplicar ao indeclinável ministério da ação elevada, atualizando os postulados evangélicos na vivência diária, de tal modo, que os cultivadores da insensatez e da perturbação, após os incessantes tormentos que os vergastam, permitam-se a terapêutica salutar de Jesus Cristo, o Médico Divino de todos nós...
(Celeiro de Bênçãos - 1a edição.- p. 10/31)