Capítulo 134
“Eu sou o pão da vida.” – Jesus. (JOÃO, 6:48.) Importante considerar a afirmativa de Jesus, comparando-se ao pão. Todos os povos, em todos os tempos, se ufanam dos pratos nacionais. As mesas festivas, em todas as épocas, banqueteiam-se com viandas exóticas. Condimentação excitante, misturas complicadas, confeitos extravagantes, grande cópia de animais sacrificados. Às vezes, depois das iguarias tóxicas, as libações de entontecer. O pão, no entanto, é o alimento popular. Ainda mesmo quando varie nos ingredientes que o compõem e nos métodos de confecção em que se configura, é constituído de farinha amassada e vulgarmente fermentada e que, depois de submetida ao calor do forno, se transforma em fator do sustento mundial. Sempre o mesmo, na avenida ou na favela, na escola ou no hospital. Se lhe adicionam outra espécie de quitute, entre duas fatias, deixa de ser pão. I sanduíche. Se lançado à formação de acepipe que o absorva, naturalmente desaparece. O pão é invariavelmente pão. Quando alguém te envolva no confete da lisonja, insuflando-te vaidade, não te dês à superestimação dos próprios valores. Não te acredites em condições excepcionais e nem te situes acima dos outros. Abraça nos deveres diários o caminho da ascensão, recordando que Jesus – o Enviado Divino e Governador Espiritual da Terra – não achou para si mesmo outra imagem mais nobre e mais alta que a do pão puro e simples.
TAG Valor
Nome do Capítulo PÃO
Editora FEB
Médium Francisco Cândido Xavier