Quem é quem no processo obsessivo? Existe uma programação ou técnicas para a realização do mal?
— Em toda pugna obsessiva se encontram dois litigantes infelizes. O perseguido, sem os arrimos da elevação moral, sucumbe inexoravelmente sob a constrição da força obsidente, se não encontra a salvadora solução evangélica, enquanto o sandeu perseguidor, em cobrando o que atribui ser-lhe um encargo de justa dívida, mergulha nas mesmas densas faixas vibratórias em que se amesquinha e estertora.
Vinganças pessoais são patenteadas por temperamentos empedernidos no mal, que se resolveram retardara marcha ascensional, a fim de promoverem a desdita dos seus adversários apesar de também pagando o preço do sofrimento.
Obsessões realizadas por avançada técnica com que, os que se supõem dilapidados, recorrem a mentes frias e hábeis do Mundo Espiritual inferior, consumam terríveis processos de vampirização e subjugação sem alma, em que se comprazem por tempo indeterminado, até que a Lei de Amor interfira compulsoriamente a favor de ambos os consórcios da peleja perniciosa.
(No Limiar do infinito - 1 a edição - p. 132)