A subjugação é uma opressão que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir contra a sua vontade. Numa palavra, o paciente fica sob um verdadeiro jugo.
A subjugação pode ser moral ou corpórea. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar decisões muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é uma espécie de fascinação. No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários. Revela-se, no médium escrevente, por uma necessidade incessante de escrever, mesmo nos momentos mais inoportunos. Vimos alguns que, na falta de caneta ou lápis, simulavam escrever com o dedo, onde quer que se encontrassem, mesmo nas ruas, nas portas e nas paredes.
Algumas vezes, a subjugação corpórea vai mais longe, podendo levar a vítima aos atos mais ridículos. Conhecemos um homem, que não era jovem nem belo e que, sob o domínio de uma obsessão dessa natureza, se via constrangido, por uma força irresistível, a pôr-se de joelhos diante de uma jovem por quem não nutria qualquer sentimento e pedi-la em casamento. Outras vezes, sentia nas costas e por trás dos joelhos uma pressão enérgica que o forçava, não obstante a resistência que lhe opunha, a se ajoelhar e beijar o chão nos lugares públicos e na presença da multidão. Esse homem passava por louco entre as pessoas de suas relações, mas estamos convencidos de que absolutamente não o era, doido, pois tinha plena consciência das coisas ridículas que fazia contra a própria vontade, sofrendo com isso horrivelmente.