A duração do castigo está subordinada à melhoria do Espírito culpado. Nenhuma condenação por tempo determinado lhe é prescrita. O que Deus exige para pôr termo aos sofrimentos é um melhoramento sério, efetivo, sincero, de volta ao bem.
Deste modo, o Espírito é sempre o árbitro da própria sorte, podendo prolongar os sofrimentos pela persistência no mal, ou suavizá-los e abreviá-los pela prática do bem. Uma condenação por tempo predeterminado teria o duplo inconveniente de fazer o Espírito continuar sofrendo inutilmente depois de melhorado, ou de libertá-lo do sofrimento quando ainda permanecesse no mal. Deus, que é justo, só pune o mal quando existe, e deixa de o punir quando não existe mais.⁵⁷ Ou, se quisermos, sendo o mal moral a própria causa de sofrimento, este persistirá somente enquanto aquele subsistir, ou diminuirá de intensidade à medida que o mal for desaparecendo.