As comunicações instrutivas são comunicações sérias que têm como principal objetivo um ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia etc. São mais ou menos profundas, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para se retirarem frutos reais dessas comunicações é preciso que elas sejam regulares e seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios se apegam aos que desejam instruir-se e os ajudam em seus esforços, deixando aos Espíritos levianos a tarefa de divertirem os que só veem nas comunicações uma forma de distração passageira. É somente pela regularidade e frequência daquelas comunicações que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos comunicamos. Ora, se é preciso experiência para julgar os homens, de muito mais habilidade necessitamos para julgar os Espíritos.
Dando a essas comunicações a qualificação de instrutivas, partimos da suposição de que elas sejam verdadeiras, pois o que não for verdadeiro não pode ser instrutivo, ainda que dito na mais imponente linguagem. Consequentemente, não poderíamos incluir nessa categoria certos ensinos que de sérios só têm a forma, muitas vezes empolada e enfática, por meio da qual os Espíritos, mais presunçosos do que sábios, pretendem iludir os que os recebem. Porém, não conseguindo suprir a substância que lhes falta, são incapazes de sustentar por muito tempo o papel que procuram desempenhar, traindo-se logo e pondo a nu sua fraqueza, por pouca sequência que apresentem os seus ditados ou que se saiba empurrá-los até os seus últimos redutos.