Muitas pessoas reclamam retribuição quando estão auxiliando uma obra qualquer. Outras reclamam ter que renunciar aos prazeres e facilidades da vida em favor do trabalho para o bem. É válido fazer o bem em meio a reclamações dessa natureza?
— Ninguém serve bem, se espera retribuição de qualquer natureza.
A fim de que o pão favoreça a mesa, o trigo supera a lama que lhe atende a raiz.
Não se serve a contento, quando se oferece amor com acrimônia e azedume.
Pouco importa renunciar aos prazeres do mundo em favor da obra do bem, impedindo que a alegria juvenil irrompa, ingênua, no sorriso dos tutelados.
A renúncia legítima desconhece medida e sacrifício. Para ser nobre, deve ser jovial e comunicativa.
Ajudar reclamando, pode ser comparado a descuidar da higiene do copo, em que se oferece água fresca a quem se estima.
Serviço com enfado, apresentando cansaço e amargura, sempre expressa trabalho escravo.
A obra do Senhor é feita com alegria.
Não se ajuda amaldiçoando o auxílio.
Coloca, pois, em teus serviços o sal do amor para que o paladar cristão esteja sempre presente em teu prato de fraternidade.
(Messe de Amor - 4- edição - p. 145/146)