O Sr. Home em Roma
Tal a conseqüência que tirará todo homem que refletir um pouco. Não entra na cabeça de nenhuma pessoa sensata que um governo, que uma corte soberana, composta de homens que, com toda justiça, não passam por tolos, se apavorem com um mito. Esta reflexão – por certo não seremos os únicos a fazê-la – e os jornais que se apressaram em divulgar o incidente, com vistas a ridicularizá-lo, muito naturalmente vão provocá-la, de sorte que o resultado será, como o de tudo que já foi feito para matar o Espiritismo, o de popularizar a idéia. Assim um fato, aparentemente insignificante, terá, inevitavelmente, conseqüências mais graves do que tinham pensado. Não duvidamos que tenha sido suscitado para apressar a eclosão do Espiritismo na Itália, onde já conta numerosos representantes, mesmo no clero. Também não duvidamos que a cúria romana se torne, mais cedo ou mais tarde, e sem o querer, um dos principais instrumentos de propagação da doutrina nesse país, porque está no destino que seus próprios adversários devem servir para espalhar por toda parte aquilo que eles mesmos farão para a destruir. Cego, pois, quem nisto não ver o dedo da Providência. Sem contradita, será um dos fatos mais consideráveis da história do Espiritismo, um dos que melhor atestam seu poder e sua origem.
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Mês Fevereiro
Ano 1864