Alegas, por vezes, a impossibilidade de colaborar nas tarefas espíritas, escusando-te à face das dificuldades e senões que ainda carregas.
Entretanto, convenhamos: se não tens imperfeições a vencer, entre tantos milhões de criaturas humanas ainda imperfeitas; se não conheceste e nem conheces, intimamente, conflito algum; se não possuis problemas a resolver; se não experimentas tentações; se não atravessas, de quando a quando, amarguras e desenganos; se não colhes decepções; se não faceias graves provas; se não trazes o sinal dessa ou daquela fraqueza, da qual te encontras presentemente na Terra, em processo de cura; se não observas contigo possíveis tendências menos felizes, - aquelas que nos assinalam as dívidas de existências passadas, - lutando e, às vezes, até chorando por melhorar a ti mesmo...
que será de ti na construção do Bem?
Referimo-nos a isso, porque o espírita é chamado a fazer luz, em favor de si mesmo e a benefício dos outros, na seara da educação.
E, se nada sofres para aprender, como poderás esclarecer e compreender, ajudar ou ensinar?