Capítulo 5
Apesar da prece e do arrependimento terem libertado esse Espírito da visão tormentosa da sua vítima, nem por isso ele deixou de ser perseguido pela vingança de um obsessor na sua última encarnação. Como se explica esse fato? – R. Como sabeis, o arrependimento não passa de uma preliminar indispensável à reabilitação, mas não basta para libertar o culpado de todas as penas. Deus não se contenta com promessas, sendo preciso a prova, por atos, do retorno ao bom caminho. É por isso que o Espírito é submetido a novas provações que o fortalecem, resultando-lhe um merecimento ainda maior quando delas sai triunfante. Os Espíritos maus só o perseguem enquanto não o encontram bastante forte para resistir-lhes. Encontrando resistência, eles o abandonam, certos da inutilidade dos seus esforços. Estes dois últimos exemplos mostram a repetição da mesma prova em sucessivas encarnações e por tanto tempo quanto forem necessárias. Antoine Bell personifica o homem perseguido pela lembrança de um crime cometido em existência anterior, qual um remorso e um aviso. Por aí já se vê que todas as existências são solidárias entre si; que a justiça e a bondade divinas se ostentam na faculdade conferida ao homem de progredir gradualmente, sem jamais privá-lo do resgate das faltas; que o culpado é punido pela própria falta, sendo essa punição, em vez de uma vingança de Deus, o meio empregado para fazê-lo progredir.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Suicidas
Tema Antoine Bell
Item 7