Capítulo 1
Como interpretar a ansiedade do proselitismo espírita, em matéria de fenomenologia, ante essa necessidade de iluminação? — Os espiritistas sinceros devem compreender que os fenômenos acordam a alma, como o choque de energias externas que faz despertar uma pessoa adormecida; mas somente o esforço opera a edificação moral, legítima e definitiva. É uma extravagância de consequências desagradáveis, atirar-se alguém à propaganda de uma ideia sem haver fortalecido a si mesmo na seiva de seus princípios enobrecedores. O Espiritismo não constitui uma escola de leviandade. Identificado com a sua essência consoladora e divina, o homem não pode acovardar-se ante a intensidade das provações e das experiências. Grande erro praticariam as entidades espirituais elevadas, se prometessem aos seus amigos do mundo uma vida fácil e sem cuidados, solucionando-lhes todos os problemas e entregando-lhes a chave de todos os estudos. É egoísmo e insensatez provocar o Plano invisível com os pequeninos caprichos pessoais. Cada estudioso desenvolva a sua capacidade de trabalho e de iluminação e não guarde para outrem o que lhe compete fazer em seu próprio benefício. O Espiritismo, sem Evangelho, pode alcançar as melhores expressões de nobreza, mas não passará de uma atividade destinada a modificar-se ou desaparecer, como todos os elementos transitórios do mundo. E o espírita, que não cogitou da iluminação com Jesus Cristo pode ser um cientista e um filósofo com as mais elevadas aquisições intelectuais, mas estará sem leme e sem roteiro no instante da tempestade inevitável da provação e da experiência, porque só o sentimento divino da fé pode arrebatar o homem das preocupações inferiores da Terra para os caminhos supremos dos páramos espirituais.
TAG Valor
Parte Segunda
Tema Geral Filosofia
Sub-Título Iluminação
Tema Específico Realização
Pergunta 236