Descrevestes com luminosa clareza a passagem para a outra vida; dissestes que, no momento de o corpo exalar o último suspiro, a vida se parte e a vista se extingue. Esse momento é seguido de alguma sensação penosa, dolorosa? – R. Sem dúvida que sim, pois a vida não passa de uma série contínua de dores, sendo a morte o seu complemento. Daí uma ruptura violenta, como se o Espírito tivesse de fazer um esforço sobre-humano para escapar-se do seu envoltório, esforço que absorve todo o ser, fazendo-lhe perder o conhecimento do seu destino.
Esta regra não se aplica a todos os casos, pois a experiência tem provado que muitos Espíritos perdem a consciência antes de expirar, e que o desprendimento se opera sem esforço nos que atingiram certo grau de desmaterialização.