Quando se vê um Espírito insensível à ação da prece, será motivo para que se deixe de orar por ele? – R. Não, certamente, pois cedo ou tarde a prece poderá vencer o seu endurecimento, fazendo que nele brote pensamentos salutares.
O mesmo sucede com certos doentes nos quais a ação medicamentosa só se torna efetiva depois de muito tempo e vice-versa. Compenetrando-se bem de que todos os Espíritos são perfectíveis, isto é, aptos ao progresso, e que nenhum é fatal e eternamente votado ao mal, fácil nos será conceber a eficácia da prece em qualquer circunstância. Por mais ineficaz que ela possa parecer-nos à primeira vista, o certo é que possui germens em si mesma, bastante benéficos, para bem predisporem o Espírito, quando não o afetam imediatamente. Seria, pois, erro desanimarmos por não colher dela imediato resultado.