Capítulo 19
9. Compreende-se que seja assim quando se trata dos médiuns intuitivos; não, porém, quando se trata dos médiuns mecânicos. “É que não percebestes exatamente o papel que o médium desempenha. Existe aí uma lei que ainda vos escapa. Lembrai-vos de que, para produzir o movimento de um corpo inerte, o Espírito precisa utilizar-se de uma parcela de fluido animalizado, que toma ao médium, para animar momentaneamente a mesa, a fim de que esta lhe obedeça à vontade. Pois bem: compreendei igualmente que, para uma comunicação inteligente, ele precisa de um intermediário inteligente, e esse intermediário é o Espírito do médium.” 9-a. Isto não parece aplicar-se às mesas falantes, pois quando objetos inertes, como mesas, pranchetas e cestas dão respostas inteligentes, presume-se que o Espírito do médium não tenha nenhuma participação no fato. “É um erro. O Espírito pode dar ao corpo inerte uma vida artificial momentânea, mas não lhe pode dar inteligência. Jamais um corpo inerte foi inteligente. É, pois, o Espírito do médium que, mesmo sem o saber, recebe e transmite o pensamento, sucessivamente, com o auxílio de diversos intermediários.”
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo O papel dos médiuns nas comunicações espíritas
Tema Influência do Espírito pessoal do médium
Item 223
Sub-Item 9