Da associação dos chamados “domínios”, surgem as linhas de força a entretecerem o campo magnético essencial ou, mais propriamente, o espaço em torno de um pólo magnético.
Esse campo é suscetível de ser perfeitamente explorado por uma agulha magnética.
Sabemos que um pólo magnético se caracteriza por intensidade análoga à unidade sempre que estiver colocado à distância de 1 centímetro de um pólo idêntico, estabelecendo-se que a força de repulsão ou da atração existente entre ambos equivale a 1 dina.
É assim que o oersted designa a intensidade do campo que funciona sobre a massa magnética unitária com a força de 1 dina.
Se o campo magnético terrestre é muito reduzido, formando a sua componente horizontal 0,2 oersted e a vertical 0,5 oersted aproximadamente, os campos magnéticos, nos fluxos habituais de aplicação elétrica, demonstram elevado grau de intensidade, qual acontece no campo característico do entreferro anular de um alto-falante, que medeia, aproximadamente, de 7.000 a 14.000 oersteds.
Fácil reconhecer que, em todos os elementos atômicos nos quais os efeitos magnéticos ou “spins” se revelam compensados, os “domínios” ou ímãs microscópicos se equilibram na constituição inter-atômica, com índices de harmonia ou saturação adequados, pelos quais o campo magnético se mostra regular, o que não acontece nos elementos em que os “spins” da camada periférica se evidenciam descompensados ou naqueles que estejam sob regime de excitação.
Possuímos, na Terra, as chamadas substâncias magnéticas naturais e, ainda, aquelas que podem adquirir semelhantes qualidades artificialmente, como sejam mais destacadamente o ferro, o aço, o cobalto, o níquel e as ligas que lhes dizem respeito, merecendo especial menção o ferro doce, que mantém a imanização apenas no curso de tempo em que se acha submetido à ação magnetizante, e o aço temperado, que se demora imanizado por mais tempo, depois de cessada a ação referida, em vista de reter a imanização remanente.