Quando de vossa verdadeira morte, logo vos reconhecestes? – R. Não; reconheci-me durante a transição feita por meu Espírito para percorrer lugares etéreos; mas após a morte real, não; foram necessários alguns dias para o meu despertar.
Deus me concedera uma graça, em razão do que vos vou explicar. Minha incredulidade inicial não mais existia; antes da morte eu já tinha acreditado, porquanto, depois de ter cientificamente sondado a matéria pesada que me fazia definhar, eu só encontrara razões divinas. Elas me tinham inspirado, consolado, e minha coragem era mais forte que a dor. Eu bendizia o que havia amaldiçoado; o fim me parecia a libertação. O pensamento de Deus é grande como o mundo! Oh! que suprema consolação na prece que dá enternecimentos inefáveis; ela é o elemento mais seguro de nossa natureza imaterial; por ela compreendi, acreditei firmemente, soberanamente, e é por isto que Deus, exagerando minhas abençoadas ações, houve por bem recompensar-me antes que se findasse a minha encarnação.