Tendo dificuldades em nos manter em harmonia, ora somos dominados pelos instintos, ora pela razão. Como buscar o domínio de nossas emoções?
— Constituído de instinto e razão, o homem tem o dever de controlar os seus impulsos agressivos e superar as suas paixões inferiores.
Fadado ao bem, o seu é o rumo da libertação das imposições primitivas que ainda lhe comandam a existência, vencendo com decisão os apelos que o brutalizam, mediante a auto-iluminação que o tranquiliza.
A educação, a cultura, a arte, a fé constituem-lhe preciosos recursos para que alcance a meta da vida imperecível sem amarras nem dependências com a retaguarda.
Não se liberando dessas cadeias retentivas, ele vê a luz, mas não se ilumina; identifica o amor, porém não o alcança; percebe o dever, no entanto não o incorpora aos atos; descobre o valor do bem, todavia a ele não se entrega.
A cegueira da razão fá-lo bracejar com os apelos dos instintos que, atendidos, lhe entorpecem os centros do discernimento, retardando-lhe a marcha.
Amolentado nos gozos, retorna, psiquicamente, às faixas primeiras do processo da evolução, gerando inenarráveis sofrimentos para ele próprio, quando se lhe imporá a necessidade inevitável do despertamento.
Sem saber o rumo por onde segue, o indivíduo se perde, e, desorientado, age erradamente.
Acende, desse modo, a claridade do bem na tua alma e deixa-te conduzir pela sua luz.
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(Otimismo - 5 edição - p, 22/£3/£4)