São inconciliáveis as tarefas no serviço do bem e a conduta de viver, nas rotas do mundo?
— São incompatíveis, realmente, a fé espírita que difunde o pensamento do Cristo e a conduta profana que vibra em nome de Mamon. São pontos opostos: a linha cristã da definição espiritista é a conduta maleável do cidadão do mundo...
É certo que caminharás em soledade, experimentando, muitas vezes, um leve travo de amargura nos lábios, como se ele traduzisse a tua dor. Todavia, não temas o sofrimento. Aquele que sua, receoso, ante o devera cumprir, poucas vezes atinge o ponto do dever cumprido. Faz-se necessário esmagar, na resolução firme, todos os apelos do “homem velho”, para que, das fibras dilaceradas que se recompõem, nasça o “homem novo”, como dos escombros orgânicos da lagarta, na histólise, surge a borboleta que voa, ligeira, singrando os céus livres...
Não te compreenderão os companheiros. Justificarão que o programa da fé nada tem que ver com a conduta do homem,...
Outras vezes procurarão dizer-te da necessidade de viver consoante vivem os outros, para que não sigas uma linha paralela qual se fosses um marginal. E é compreensível. Quando a virtude tem constrangimento em aparecer, porque a desonra é muito aplaudida, é natural que o homem que preza a vida casta, no culto do dever, sofra o aguilhão do medo, em meio aos corações desesperados... (Messe de Amor - 4a edição - p. 60);