III
A morte é uma “esfinge” e a vida espiritual ainda é uma incógnita. Como acontece a morte e o que nos aguarda no mundo espiritual? — Nada obstante as persistentes e ininterruptas informações do além-túmulo nas diversas Nações, desde os princípios do homem na Terra, continua-se mantendo em torno da morte e da vida espiritual contumaz ignorância com que milhões de pessoas supõem eximir-se da responsabilidade e dos deveres que dizem respeito à própria evolução. Partem do Orbe físico aos milhares, cada dia, na direção do túmulo, os que residem no domicílio carnal, enquanto outros milhares mergulham no corpo, em incessante permuta de estados vibratórios, retornando à Erraticidade ou de lá procedendo... Seguem com as conquistas que realizaram, porquanto com elas regressam à matéria sem defrontarem os milagres das transformações gratuitas ou a aposentadoria parasitária do paraíso de ficção, demorando-se no círculo vicioso berço-túmulo-berço, sem lograrem as metas de alforria e ascese que lhes estão destinadas. A morte, de maneira alguma resolve os problemas que não se solucionaram enquanto na vida física. Em razão disso, pululam na economia espiritual do planeta bilhões de Entidades insensatas, ignorantes e viciosas, que se comprazem na leviandade até que a dor as conduza pelo rio das lágrimas à embarcação do equilíbrio, no rumo do porto do progresso... Cada um desencarna ou morre no corpo somático transferindo para a realidade espiritual o patrimônio que lhe é peculiar; sem que surpreendam concessões indébitas em forma de protecionismos ou de punição injusta. Nesse particular, vivemos num universo de ondas, vibrações e mentes que se intercambiam, se interpenetram, se ajustam e produzem defasagens, em incessantes permutas de energias de que ninguém se pode liberar senão pelos processos de sublimação e elevação... a (Após a Tempestade - 3 edição - p; 111)
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Nome do Capítulo Temas Filosóficos-Morais
Pergunta 111