“Pelo gênero de vida que levavam (essênios ou esseus), assemelhavam-se muito aos primeiros cristãos, e os princípios da moral que professavam induziram muitas pessoas a supor que Jesus, antes de dar começo à sua missão, lhes pertencera à comunidade. Ê certo que ele há de tê-la conhecido, mas nada prova que se lhe houvesse filiado, sendo, pois, hipotético tudo quanto a esse respeito se escreveu.”
Allan Kardec, “O Evangelho segundo o Espiritismo”,
introdução, parágrafo 3º – Notícias Históricas. “O Cristo e os essênios – Muitos séculos depois da sua exemplificação
incompreendida, há quem o veja entre os essênios, aprendendo as suas
doutrinas antes do seu messianismo de amor e de redenção. As próprias esferas
mais próximas da Terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das
controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos estudiosos e
desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da Humanidade a
respeito do Salvador de todas as criaturas.
“O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias, na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.”
Emmanuel (psicografia de Francisco Cândido Xavier), “A Caminho da Luz” – História da Civilização à luz do Espiritismo.