7. Que se deve pensar de doutrinas segundo as quais um só Espírito poderia comunicar-se e que esse Espírito seria Deus ou Jesus?
“O Espírito que ensina isto é um Espírito que deseja dominar; por isso, procura fazer crer que é o único a comunicar-se. Mas o infeliz que ousa tomar o nome de Deus expiará duramente o seu orgulho. Quanto a essas doutrinas, elas se refutam por si mesmas, porque estão em contradição com os fatos mais bem averiguados. Não merecem exame sério; faltam-lhe raízes.
“A razão vos diz que o bem procede de uma boa fonte e o mal de uma fonte má. Por que haveríeis de querer que uma boa árvore desse maus frutos? Já colhestes uvas em macieiras? A diversidade das comunicações é a prova mais evidente da diversidade de sua origem. Aliás, os Espíritos que pretendem ser eles os únicos que podem comunicar-se se esquecem de dizer por que razão os outros não o podem fazer. A pretensão que manifestam é a negação do que o Espiritismo tem de mais belo e de mais consolador: as relações do mundo visível com o mundo invisível, dos homens com os seres que lhes são caros e que assim estariam perdidos para eles, sem remissão. São essas relações que identificam o homem com o seu futuro, que o desprendem do mundo material. Suprimi-las é mergulhá-lo de novo na dúvida, que constitui o seu tormento; é alimentar-lhe o egoísmo. Examinando-se com cuidado a doutrina de tais Espíritos, nela se descobrirão a cada passo contradições injustificáveis, marcas da ignorância deles sobre as coisas mais evidentes e, por conseguinte, sinais certos da sua inferioridade.”
O ESPÍRITO DE VERDADE