Por serem temporárias e subordinadas ao arrependimento e à reparação, que dependem da vontade humana, as penas constituem, ao mesmo tempo, castigos e remédios que auxiliam a curar as chagas do mal. Os Espíritos em prova não são, pois, quais galés, condenados a trabalhos forçados, devendo, ao contrário, ser vistos como doentes de hospital. Como estes, padecem de enfermidades que muitas vezes resultam da própria incúria, reclamando meios curativos mais ou menos dolorosos. A cura será tanto mais rápida quanto mais estritamente observadas forem as prescrições do médico assistente. Se os doentes, pelo próprio descuido de si mesmos, deixarem que a enfermidade se prolongue, o médico nada terá a ver com isso.