I
Algumas vezes no exercício das tarefas espíritas, somos defrontados com situações difíceis e embaraçosas. Como devemos nos prevenir contra elas? — No acendrado labor pela integração definitiva no espírito do Cristianismo, não descures a vigilância que preserva a paz e favorece o equilíbrio das atitudes. Se abraças a tarefa da exposição evangélica pelo verbo ou através da escrita, penetra-te da responsabilidade a respeito das lições explicadas e não cedas terreno à insensatez sob qualquer aspecto que se apresente. Se exercitas o socorro mediúnico na tarefa curadora, mediante os passes ou orientações espiritistas, ou se abres o coração ao esclarecimento dos desencarnados em turbação, ou a perseguidores infelizes, vinculados por vinganças primitivas, não te concedas deslizes morais, mesmo aqueles que as convenções a pouco e pouco chancelam como comportamento social moderno. Se acordas para a assistência aos necessitados do carreiro carnal, junto à infância ao abandono, ou à velhice em desvalimento, ou a enfermos ao relento, ou à pobreza em desconcerto, ou à rebeldia desenfreada, não te ensejes agitação, fomentando a malversação de quaisquer valores positivos. Se ajudas nos misteres modestos, ignorados, ou tidos como humilhantes, realiza o melhor ao teu alcance, sem a presunção de galgar os postos de comando ou de preeminência, tão do agrado da vaidade, quanto simultaneamente perigosos. Se doutrinas, doutrina-te primeiramente, atestando pelos atos que o mais excelente ensino deriva do exemplo vivido no quotidiano. Cada um é o esforço que envida em prol do burila-mento interior, Consciente de que estás servindo à Causa do Cristo, não concedas oportunidade ao elogio nem ao depreciamento. (Celeiro de Bênçãos -1ã edição - p, 43/44)
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Pergunta 22