Exigem, ainda, esquecimento e perdão.
De posse dessa certeza, não digamos ao enfermo:
— Você vai ser curado em dois meses.
Falemos, simplesmente, assim:
— Meu irmão, confiemos em Jesus e busquemos, com Ele, a solução do seu caso.
Trabalhadores precipitados comprometem a Doutrina através de promessas insensatas.
Servidores esclarecidos contribuem, com a prudência, para o engrandecimento, cada vez maior, do ideal que nos irmana.
Repitamos, ainda uma vez, com Léon Denis: "o Espiritismo será o que dele os homens fizerem."
O caso do irmão Pedro teve o início do seu processo evolutivo com a Fascinação.
Depois, à medida que ele se foi entregando, vieram a subjugação e a possessão.
O irmão ultrajado de ontem imantou-se à sua organização psíquica e somática.
Comanda-lhe a mente desarvorada.
Domina-lhe o corpo.
Derruba-o, fá-lo gemer e gritar. Tornou-o um epiléptico aos olhos do mundo.
Ambos receberão, se contribuírem para isso, a bênção do esclarecimento renovador.
As leituras edificantes, as palavras confortadoras e as vibrações amorosas repercutir-lhes-ão no íntimo, à maneira de suave reconforto, concitando-os ao perdão recíproco.
Se ambos abrirem, de par em par, as dobras do coração, tocados pela carinhosa advertência de Jesus, de que devemos reconciliar-nos com o adversário, enquanto estamos a meio do caminho, destruirão, sob a assistência dos protetores e com o concurso dos encarnados, os tenebrosos laços que, de forma tão lastimável, vincularam os seus destinos num turbilhão de rancor...
Enquanto isso, a esposa invigilante de ontem abre, hoje, ao infeliz sedutor, o seio transbordante de ternura, não só para "purificação do seu amor", como também para redimi-lo...