Capítulo 11
Exigem, ainda, esquecimento e perdão. De posse dessa certeza, não digamos ao enfermo: — Você vai ser curado em dois meses. Falemos, simplesmente, assim: — Meu irmão, confiemos em Jesus e busquemos, com Ele, a solução do seu caso. Trabalhadores precipitados comprometem a Doutrina através de promessas insensatas. Servidores esclarecidos contribuem, com a prudência, para o engrandecimento, cada vez maior, do ideal que nos irmana. Repitamos, ainda uma vez, com Léon Denis: "o Espiritismo será o que dele os homens fizerem." O caso do irmão Pedro teve o início do seu processo evolutivo com a Fascinação. Depois, à medida que ele se foi entregando, vieram a subjugação e a possessão. O irmão ultrajado de ontem imantou-se à sua organização psíquica e somática. Comanda-lhe a mente desarvorada. Domina-lhe o corpo. Derruba-o, fá-lo gemer e gritar. Tornou-o um epiléptico aos olhos do mundo. Ambos receberão, se contribuírem para isso, a bênção do esclarecimento renovador. As leituras edificantes, as palavras confortadoras e as vibrações amorosas repercutir-lhes-ão no íntimo, à maneira de suave reconforto, concitando-os ao perdão recíproco. Se ambos abrirem, de par em par, as dobras do coração, tocados pela carinhosa advertência de Jesus, de que devemos reconciliar-nos com o adversário, enquanto estamos a meio do caminho, destruirão, sob a assistência dos protetores e com o concurso dos encarnados, os tenebrosos laços que, de forma tão lastimável, vincularam os seus destinos num turbilhão de rancor... Enquanto isso, a esposa invigilante de ontem abre, hoje, ao infeliz sedutor, o seio transbordante de ternura, não só para "purificação do seu amor", como também para redimi-lo...
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Nome do Capítulo Obsessões