Capítulo 15
Quem examinar certos efeitos que se produzem nos movimentos da mesa, da cesta ou da prancheta que escreve não poderá duvidar de uma ação exercida diretamente pelo Espírito sobre esses objetos. Algumas vezes, a cesta se agita com tanta violência que escapa das mãos do médium e, não raro, se dirige a certas pessoas da assistência para nelas bater. De outras vezes, seus movimentos revelam um sentimento afetuoso. Dá-se a mesma coisa quando o lápis está colocado na mão do médium; frequentemente é atirado longe com força, ou então a mão, bem como a cesta, se agitam convulsivamente e batem na mesa de modo colérico, mesmo quando o médium se encontra bastante calmo e se admira de não poder controlar-se. Digamos, de passagem, que tais efeitos demonstram invariavelmente a presença de Espíritos imperfeitos. Os Espíritos realmente superiores são sempre calmos, dignos e benévolos; se não são ouvidos de maneira conveniente, retiram-se e outros lhes tomam o lugar. O Espírito pode, pois, exprimir diretamente suas ideias, quer movimentando um objeto a que a mão do médium serve de simples ponto de apoio, quer acionando a própria mão. Quando o Espírito atua diretamente sobre a mão do médium, ele lhe dá uma impulsão completamente independente da vontade deste último. Enquanto o Espírito tiver alguma coisa a dizer, a mão se move sem interrupção e à revelia do médium, parando somente quando o ditado termina. Nesta circunstância, o que caracteriza o fenômeno é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. Essa inconsciência absoluta é peculiar aos chamados médiuns passivos ou mecânicos. Trata-se de faculdade preciosa, por não permitir dúvida alguma sobre a independência do pensamento daquele que escreve.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Médiuns escreventes ou psicógrafos
Tema Médiuns mecânicos
Item 179