Escassez de Médiuns
Se a pobreza dos argumentos contra o Espiritismo é manifesta nas obras sérias, sua nulidade é absoluta nas diatribes e artigos difamatórios, nos quais a raiva impotente se trai pela grosseria, pela injúria e pela calúnia. Seria dar-lhes demasiada importância lê-las nas reuniões sérias. Ali nada há a refutar, nada a discutir e, conseqüentemente, nada a aprender; não teremos senão que as desprezar. Vê-se, pois, que fora das instruções dadas pelos Espíritos, existe ampla matéria para um trabalho útil. Acrescentamos mesmo que colheremos nesse trabalho numerosos elementos de estudo para submeter aos Espíritos, em perguntas às quais inevitavelmente ele suscitará. Mas se for necessário suprir a ausência momentânea de médiuns, não se deve cometer o erro de passar sem eles indefinidamente. É preciso nada negligenciar, a fim de os encontrar. Para uma reunião, o melhor é ir buscá-los no próprio meio; e, se se reportarem ao que dissemos sobre o assunto em nossa última obra6, às páginas 306 e 307, ver-se-á que o meio é mais fácil do que se pensa.
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Mês Fevereiro
Ano 1861