O que fazer diante da perda, pela morte, de alguém querido?
— A mais pungente dor morai, pertinaz e prófunda, é a que decorre da separação imposta pela morte física.
Não te rebeles ante as conjunturas da morte, que te separou, momentaneamente, dosera quem amas.
Não será definitiva tal circunstância.
Tem paciência e espera, preparando-te para o reencontro que logo mais se dará.
Os teus afetos te aguardam, esperançosos. Não os decepciones com a revolta ou com o desespero injustificado.
Eles vivem como também viverás.
Anteciparam-te na viagem, mas não se apartaram, realmente, de ti.
Não os vês, mas estão ao teu lado...
Se os amas, estão contigo, se os detestas, vinculam-se a ti.
Não os fixes às memórias inditosas, aos impositivos da paixão, às condições da tua dor.
Luariza a saudade, mediante a certeza de reencontrá-los.
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(Oferenda - 3 edição - p. 72/73/74)