Era caixa de uma casa bancária do Canadá e suicidou-se no dia 28 de fevereiro de 1865. Um dos nossos correspondentes, médico e farmacêutico residente na mesma cidade, nos deu a propósito as seguintes informações:
“Conhecia-o havia perto de 20 anos, como homem pacato e chefe de numerosa família. De algum tempo para cá imaginou ter comprado um tóxico na minha farmácia, servindo-se dele para envenenar alguém. Muitas vezes vinha suplicar-me para lhe dizer a época de tal compra, tomado então de alucinações terríveis. Perdia o sono, lamentava-se, batia no peito. A família vivia em constante ansiedade, sobretudo no período em que dava expediente no banco, onde, aliás, escriturava os seus livros com muita regularidade, sem que jamais cometesse um só erro. Habitualmente dizia sentir dentro de si um ser que o fazia desempenhar com acerto e ordem a sua contabilidade. Quando parecia convencer-se da extravagância das suas ideias, exclamava: “Não, não, quereis enganar-me... lembro-me... é a verdade.”
Antoine Bell foi evocado em Paris no dia 17 de abril de 1865, a pedido do amigo.