Capítulo 5
Era caixa de uma casa bancária do Canadá e suicidou-se no dia 28 de fevereiro de 1865. Um dos nossos correspondentes, médico e farmacêutico residente na mesma cidade, nos deu a propósito as seguintes informações: “Conhecia-o havia perto de 20 anos, como homem pacato e chefe de numerosa família. De algum tempo para cá imaginou ter comprado um tóxico na minha farmácia, servindo-se dele para envenenar alguém. Muitas vezes vinha suplicar-me para lhe dizer a época de tal compra, tomado então de alucinações terríveis. Perdia o sono, lamentava-se, batia no peito. A família vivia em constante ansiedade, sobretudo no período em que dava expediente no banco, onde, aliás, escriturava os seus livros com muita regularidade, sem que jamais cometesse um só erro. ­Habitualmente dizia sentir dentro de si um ser que o fazia desempenhar com acerto e ordem a sua contabilidade. Quando parecia convencer-se da extravagância das suas ideias, exclamava: “Não, não, quereis enganar-me... lembro-me... é a verdade.” Antoine Bell foi evocado em Paris no dia 17 de abril de 1865, a pedido do amigo.
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Parte Segunda
Nome do Capítulo Suicidas
Tema Antoine Bell