4. O Espírito que se afasta não pode ser substituído? Nesse caso, como se poderia compreender a suspensão da faculdade?
“Não faltam Espíritos que não desejam outra coisa senão comunicar-se e que, portanto, estão sempre prontos a substituir os que se retiram, mas quando o que abandona o médium é um Espírito bom, pode acontecer que o seu afastamento seja apenas temporário, para privá-lo, durante certo tempo, de toda comunicação, a fim de lhe servir de lição e de lhe provar que sua faculdade não depende dele, médium, de modo que não há razão para se vangloriar dela. Essa impossibilidade temporária também serve para dar ao médium a prova de que ele escreve sob uma influência estranha, sem o que não haveria intermitências.
“Além do mais, a interrupção da faculdade nem sempre é uma punição; demonstra, às vezes, a solicitude do Espírito para com o médium a quem se afeiçoou, tendo por objetivo proporcionar-lhe um repouso material de que o julgou necessitado, caso em que não permite que outros Espíritos o substituam.”