Muitas pessoas não resistem ao sono, durante as atividades espíritas. Qual o motivo de tanto sono e como vencê-ío?
— Na sua primeira Epístola à Igreja de Corinto, no capítulo onze, versículo trinta, o Apóstolo Paulo informa: "... há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. ” Todavia, em nos reportando aos que “dormem”, sugerimos alguns comentários oportunos, em considerando as lides em que nos encontramos empenhados, tendo em vista a nossa redenção espiritual.
Aproveita ao máximo os tesouros tempo e opor tunidade, valorizando o conhecimento pela sua bem dirigida aplicação.
Procura viver com respeito pela vida, exercitando equilíbrio e sensatez.
Em verdade, na Terra, dorme-se em demasia. Dorme-se por necessidade de refazimento orgânico, dorme-se por não se “ter o que fazer”, dorme-se por dormir...
Outros dormem sob hipnose vigorosa de mentes que intercambiam com suas mentes, impossibilitando-lhes o estudo, a atenção, o trabalho...
Dormem no lar, dormem em reuniões de qualquer natureza, quando edificantes e úteis, dormem no transporte, dormem no trabalho... Hibernam-se pela compulsória obsessiva e, mesmo desencarnados, permanecem em estado de sono com os centros da consciência lesados.
Amolentados, deixam-se arrastar pela preguiça, e esta trabalha a indumentária que mata, por constrição, o corpo de qualquer ideal em desenvolvimento e asfixia toda expressão de luta.
Desperta para a vida.
Exercita mente e membros na ação.
Luta contra os vapores entorpecentes que te vencem a lucidez mental.
Atua, diligente, onde estejas. Em todo lugar há oportunidades para quem gosta de trabalhar.
Quando sentires, sem motivos procedentes e reais, moleza e avassaladora necessidade de repouso demorado, desperta e produze.
Não durmas senão o necessário.
Vigia e ora.
Jesus no Horto, à hora do testemunho doloroso, mais de uma vez, encontrou-se a sós, apesar dos companheiros ao seu lado... dormindo.
S (Espírito e Vida - 4 edição p. 37/38/39/40)