50. O Espírito de uma pessoa viva não poderia ser constrangido, por outro Espírito, a vir e falar, como sucede com os Espíritos errantes?
“Entre os Espíritos, sejam de mortos ou de vivos, só existe uma supremacia: a que resulta da superioridade moral. Por outro lado, deveis compreender que um Espírito superior jamais apoiaria uma indiscrição tão covarde.”
OBSERVAÇÃO – Este abuso de confiança seria, realmente, uma ação má; entretanto, não produziria qualquer resultado, visto não haver meio de arrancar-se um segredo que o Espírito queira guardar, a menos que, dominado por um sentimento de justiça, confessasse o que em outras circunstâncias calaria. Uma pessoa quis saber, por esse meio, de um de seus parentes, se o testamento feito por este último era a seu favor. O Espírito respondeu: “Sim, minha cara sobrinha, e terás em breve a prova”. Era verdade, mas, poucos dias depois, o parente destruiu o seu testamento e teve a malícia de dar ciência do fato à interessada, sem, entretanto, saber que havia sido evocado. Um sentimento instintivo o levou sem dúvida a executar a resolução que seu Espírito tomara, de acordo com a pergunta que lhe fora feita. Há covardia em perguntar-se ao Espírito de um morto ou de um vivo o que não se ousaria perguntar à sua pessoa, covardia essa que nem mesmo tem, por compensação, o resultado que se pretende.