II
Através de quais mecanismos a obsessão instala-se entre as criaturas? — Nem sempre a obsessão se instala de chofre. Quando tal ocorre, o processo de fixação tem procedência em larga faixa de tempo, conseguida imperceptivelmente. Mentes comungam com mentes que se lhes assemelham. Espíritos sintonizam com espíritos que lhes são afins. Pessoas sincronizam com pessoas em quem se comprazem. Quando se cultiva azedume e se dá guarida a suspeitas, ocorrem colheitas de desespero como de infelicidade. Justo recorrer-se a terapêutica preventiva, quanto possível, e, percebendo-se instaladas as matrizes obsessivas, mister desdobrarem-se sérios esforços, pois o problema urge na sua gravidade, exigindo procedimento de largo porte e imediata decisão. Enfermidade perigosa, a obsessão gera desgovernos lastimáveis e dores lancinantes, difíceis de catalogadas ou descritos... As vidas passadas reaparecem na presente, em expressões várias, como através daqueles que deixaste na retaguarda, graças ao mau caráter que te era peculiar. Conhecem-te como és e não como desejas ser. Por isso, não creem nos teus propósitos, senão quando os testificas por meio de honestas atitudes superiores a que te afervoras e cujos propósitos vitalizas. Não dês guarida, desse modo, às impressões nefandas no recesso do teu espírito. Reage com todas as forças à maledicência, à inveja, ao ciúme, à ambição, às paixões, em suma, perturbadoras. Policia a língua nos momentos infelizes a fim de que não te arrependas tardiamente. Não titubeies, nem te permitas desaires. (Celeiro de Bênçãos -1 8 edição - p. 159/160);
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Pergunta 63