Embora a Doutrina Espírita seja libertadora, por que encontramos nas suas fileiras, tantas criaturas ainda presas às suas imperfeições?
— Antes supunhas que nos arraiais espiritistas a paz houvera feito morada... Pareciam-te resignados e felizes, lutadores intrépidos os novos discípulos do Evangelho. No entanto, observas como estão transidos de amargura, quando não rebelados, ante a dor, e interrogas; que fazem da fé clara e pura? Por que ferem, quando conhecem de perto as realidades das leis de “causa e efeito”? Como se deixam conduzir pelos obsessores?!...
Sem dúvida, porque em se assenhoreando da fé, a fé sublimada deles não se assenhoreou. Ficaram apenas mimetizados mas não penetrados. Apressados, não mergulharam realmente o espírito nas lides do conhecimento da Doutrina libertadora.
Alguns se fazem notados, mas não conseguiram as íntimas e reais transformações para melhor. Projetaram-se, sem se renovarem. E derrapam com facilidade nos mesmos equívocos, quando contrariados, sofridos ou simplesmente não considerados quanto se supõem merecedores...
São homens e preferem continuar a sê-lo, quando se poderiam tornar cristãos...
O Espiritismo é a doutrina do amor por excelência e tem a caridade por meio e meta. Eles sabem disto, mas apenas sabem. Não vivem a vida que dizem saber e crer, por estarem acostumados a outra conduta. Mudaram de conceito religioso mas não de comportamento moral...
Não os estranhes, nem os censures para que não incidas nos erros deles.
a (Florações Evangélicas - 2 edição - p. 61/62)