Pergunta (Ao Espírito Z) – No mundo dos Espíritos algum haverá que seja para mim um bom gênio?
Resposta – Sim.
P. – Será o Espírito de algum parente, ou de algum amigo?
R. – Nem uma coisa, nem outra.
P. – Quem foi ele na Terra?
R. – Um homem justo de muita sabedoria.
P. – Que devo fazer, para lhe granjear a benevolência?
R. – Todo o bem possível.
P. – Por que sinais poderei reconhecer a sua intervenção?
R. – Pela satisfação que experimentarás.
P. – Terei algum meio de o invocar e qual esse meio?
R. – Ter fé viva e chamá-lo com instância.
P. – Reconhecê-lo-ei, depois da minha morte, no mundo dos Espíritos?
R. – Sobre isso não pode haver dúvida; será ele quem virá receber-te e felicitar-te, se houveres desempenhado bem a tua tarefa.
Nota – Vê-se, por estas perguntas, que eu era ainda muito noviço acerca das coisas
do Mundo Espiritual.
P. – O Espírito de minha mãe me vem visitar algumas vezes?
R. – Vem e te protege quanto lhe é possível.
P. – Vejo-a frequentemente em sonho. Será uma lembrança e um efeito da minha imaginação?
R. – Não; é mesmo ela que te aparece; deves compreendê-lo pela emoção que sentes.
Nota – Isto é perfeitamente exato. Quando minha mãe me aparecia em sonho,
eu experimentava uma emoção indescritível, o que o médium não podia saber.
P. – Quando, faz algum tempo, evocamos S. e lhe perguntamos se poderia ser o gênio protetor de um de nós, ele respondeu: “Mostre-se um de vós digno disso, e estarei com esse; Z. vo-lo dirá”. Julgas que eu poderei merecer esse favor?
R. – Se o quiseres.
P. – Que me é necessário para isso?
R. – Fazer todo o bem que possas e suportar com coragem as penas da vida.
P. – Pela natureza da minha inteligência, terei aptidão para penetrar, tanto quanto ao homem for permitido fazê-lo, as grandes verdades acerca do nosso destino futuro?
R. – Sim, tens a aptidão necessária, mas o resultado dependerá da tua perseverança no trabalho.
P. – Poderei concorrer para a propagação dessas verdades?
R. – Sem dúvida.
P. – Por que meios?
R. – Sabê-lo-ás mais tarde; enquanto esperas, trabalha.
25 de março de 1856
(Em casa do Sr. Baudin – Médium: Srta. Baudin)