Com vistas a melhor garantir a independência do pensamento do médium, imaginaram-se diversos instrumentos em forma de mostradores, sobre os quais se traçam as letras, à maneira dos usados nos telégrafos elétricos. Uma agulha móvel, que a influência do médium põe em movimento, mediante um fio condutor e uma polia, indica as letras. Só conhecemos esses instrumentos pelos desenhos e descrições que têm sido publicados na América, de modo que nada podemos dizer quanto ao valor deles. Aliás, a complicação que denotam constitui, por si só, um inconveniente. Achamos que a independência do médium é perfeitamente comprovada pelas pancadas internas e, ainda melhor, pelo imprevisto das respostas, do que por todos os meios materiais. Acresce notar que os incrédulos, sempre dispostos a ver artifícios por toda parte, estarão muito mais inclinados a supô-los num mecanismo especial do que numa mesa desprovida de todo e qualquer acessório.