Capítulo 28
Reparando que os tarefeiros espirituais submetiam o instrumento medianímico a complicadas operações magnéticas, através das quais a substância materializante era restituída ao corpo físico, inteiramente purificada, crivamos o instrutor de questões e perguntas. Realmente todas as pessoas, na Terra, possuíam consigo a energia que examinávamos? Seria lícito esperar no futuro mais amplas manifestações dela? Essa força era invariavelmente influenciável ou, em alguma circunstância, conseguia organizar-se por si? Áulus deixou aos demais obreiros as medidas atinentes à fase terminal dos trabalhos e elucidou: — O ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza. Em certas organizações fisiológicas especiais da raça humana, comparece em maiores proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos efeitos físicos que analisamos. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade. Pode ser comparado a genuína massa protoplásmica, sendo extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que os exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele. Exige-nos, pois, muito cuidado para não sofrer o domínio de Inteligências sombrias, de vez que manejado por entidades ainda cativas de paixões deprimentes poderia gerar clamorosas perturbações. E, apontando o mediador que despertava sonolento, enunciou: — Nosso amigo, polarizando as energias do nosso Plano, funciona como entidade maternal, de cujas possibilidades criativas os Espíritos materializados totalmente, ou não, retiram os recursos imprescindíveis às suas manifestações, sendo, a prazo curtíssimo, autênticos filhos dele. Assinalando a conceituação, Hilário falou entusiástico: — Isso dá a entender que nas forças geradoras extravasadas do médium e dos cooperadores de nossa Esfera poderemos surpreender igualmente os princípios fundamentais da genética humana, em figurações que a ciência terrena ainda não conhece… — Sim, sem dúvida, — confirmou o Assistente, — os princípios são os mesmos, embora os aspectos sejam diferentes. O futuro nos reserva admiráveis realizações nesse ponto. Trabalhemos e estudemos. Nossas disponibilidades de tempo, contudo, haviam terminado. E, por isso, Áulus encerrou a notável conversação, convidando-nos a voltar.
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Nome do Capítulo Efeitos físicos