“Antes de deixar a cidade de Agreda, Benavides quis redigir uma declaração de tudo quanto havia constatado, quer na América, quer em Agreda, nas suas conversas com a serva de Deus.
Nessa peça exprimiu sua convicção pessoal no tocante à maneira pela qual a ação de Maria de Jesus se fizera sentir nos índios.
Inclinava-se a crer que tal ação tinha sido material. Sobre o assunto a humilde religiosa sempre guardou uma grande reserva. Apesar dos incontáveis indícios que levaram Benavides a concluir pelo que, antes dele, já havia concluído o confessor da serva de Deus, indícios que pareciam acusar uma mudança corporal de lugar, Maria de Agreda sempre persistiu em crer que tudo se passava em Espírito. Na sua humildade, era fortemente tentada a pensar que o fenômeno não passasse de mera alucinação, embora, de sua parte, inocente e involuntário. Mas o seu diretor, que conhecia o fundo das coisas, pensava que a religiosa fosse transportada corporalmente, em seus êxtases, aos locais de seus trabalhos evangélicos. Apoiava sua opinião na impressão física que a mudança de clima provocara em Maria de Agreda, na longa série de seus trabalhos entre os índios, e na opinião de várias pessoas doutas, que ele consultara em grande segredo. Seja como for, o fato permanece sempre como um dos mais maravilhosos de que se tem falado nos anais dos santos, e é muito apropriado para dar uma idéia verdadeira, não só das comunicações divinas que recebia Maria de Agreda, mas também de sua candura e de sua amável sinceridade.”