Capítulo 11
“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre.” – Paulo. (Filipenses, 4:20.) Quando o vaso se retirou da cerâmica, dizia sem palavras: – Bendito seja o fogo que me proporcionou a solidez. Quando o arado se ausentou da forja, afirmava em silêncio: – Bendito seja o malho que me deu forma. Quando a madeira aprimorada passou a brilhar no palácio, exclamava, sem voz: – Bendita seja a lâmina que me cortou cruelmente, preparando-me a beleza. Quando a seda luziu, formosa, no templo, asseverava no íntimo: – Bendita seja a feia lagarta que me deu vida. Quando a flor se entreabriu, veludosa e sublime, agradeceu, apressada: – Bendita a terra escura que me encheu de perfume. Quando o enfermo recuperou a saúde, gritou, feliz: – Bendita seja a dor que me trouxe a lição do equilíbrio. Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus. Agradeçamos a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina. A alvorada é maravilha do céu que vem após a noite na Terra. Que em todas as nossas dificuldades e sombras seja nosso Pai glorificado para sempre.
TAG Valor
Médium Francisco Cândido Xavier
Coleção Fonte Viva
Volume 4
Número 11
Nome do Capítulo Glorifiquemos