O homem, seja qual for a escala a que pertença, desde a fase selvagem tem o sentimento inato do futuro. Diz-lhe a intuição que a morte não é o último termo da existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão perdidos para sempre. A crença no porvir é intuitiva e muito mais generalizada do que a do nada. Como é possível que, entre os que acreditam na imortalidade da alma, tantos ainda se achem apegados às coisas da Terra e sintam tamanho temor da morte?