Capítulo 28
Prefácio. Quando estamos indecisos sobre o fazer ou não fazer uma coisa, devemos antes de tudo propor a nós mesmos as questões seguintes: 1ᵃ – Aquilo que eu hesito em fazer pode acarretar qualquer prejuízo a outrem? 2ᵃ – Pode ser proveitoso a alguém? 3ᵃ – Se agissem assim comigo, ficaria eu satisfeito? Se o que pensamos fazer, somente a nós interessa, lícito nos é pesar as vantagens e os inconvenientes pessoais que nos possam advir. Se interessa a outrem e se, resultando em bem para um, redundará em mal para outro, cumpre, igualmente, pesemos a soma de bem ou de mal que se produzirá, para nos decidirmos a agir, ou a abster-nos. Enfim, mesmo se tratando das melhores coisas, importa ainda consideremos a oportunidade e as circunstâncias concomitantes, porquanto uma coisa boa, em si mesma, pode dar maus resultados em mãos inábeis, se não for conduzida com prudência e circunspecção. Antes de empreendê-la, convém consultemos as nossas forças e meios de execução. Em todos os casos, sempre podemos solicitar a assistência dos nossos Espíritos protetores, lembrados desta sábia advertência: Na dúvida, abstém-te. (Cap. XXVIII, item 38.)
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Nome do Capítulo Coletânea de preces espíritas
Tema II – Preces por aquele mesmo que ora
Sub-Tema Para pedir um conselho
Item 24