Bibliografia – A mulher e a filosofia espírita
“É fácil nos darmos conta desse fato mediante a seguinte comparação, à qual poderíamos ter recorrido com proveito toda vez que nos queixássemos de não ter, por parte do mundo invisível, explicações suficientes: “Imaginemos que temos um meio qualquer de correspondência com os selvagens mais atrasados da Oceania e que queiramos responder às suas perguntas. Esses selvagens não conhecem outra ocupação além da caça, da pesca e da antropofagia! Que diríamos a eles se nos perguntassem como passamos o nosso tempo? Como lhes faríamos compreender que, entre nós, uns fazem comércio, indústria, e outros se ocupam de administração, de artes, de ciências, de estudos literários e filosóficos, etc.? Que termos poderíamos empregar que estivessem ao alcance dos habitantes da Oceania? Haveria completa impossibilidade; seríamos reduzidos a lhes comunicar de maneira geral que temos muito a fazer, sem lhos poder explicar. Mais tarde, porém eles farão como nós, quando tiverem modificado seu estado de sociedade. Os selvagens não estariam muito satisfeitos com as nossas explicações; mas seria legítimo pô-las em dúvida? Dá-se o mesmo entre nós e os Espíritos!... H. V.
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Mês Dezembro
Ano 1869