I
Devido à carência afetiva, quase generalizada, as criaturas apegam-se a objetos e bens materiais, esmedidamente. Como fica a questão do desprendimento e da renúncia? — A questão da renúncia aos bens materiais é de muita relevância no comportamento da criatura humana. Sem ela a vida se torna insuportável, gerando apegos que se transformam em elos de escravidão, jungindo o ser a coisas de valor transitório, incapazes de proporcionar plenitude, estado de paz interior. Por sua vez, o apego às posses, sob o disfarce da necessidade de segurança, é dos mais temíveis adversários do indivíduo, porque responde pelo medo da perda, pela sistemática desconfiança em relação aos amigos e conhecidos, por fim pela insatisfação que sempre se instala em quem possui, atormentado pelo desejo infrene de ampliar os recursos. A renúncia impõe-se como medida saudável de equilíbrio, responsável pela preparação do Espirito para o momento da libertação do corpo. De certo modo, o treinamento para a renúncia das posses terrenas predispõe à mudanças de atitude moral entre as pessoas e a vida. (Momentos de Iluminação -1 - edição - p. 115/116)
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Pergunta 43