– “Caridade! Dom Júlio! Um pão dormido,
Tenho fome e este frio me enregela!...”
– “Nada tenho a doar para a favela,
Caridade é palavra sem sentido!...”
Assim falou Dom Júlio Barbarela,
Mostrando coração empedernido...
Odiava escutar qualquer pedido,
No ouro e no egoísmo se encastela...
Já velho, viu a Morte... Espantadiço,
Clamou: – “Darei meu ouro e meu serviço! ...
Morte, somente peço dias calmos!...”
Mas, disse a Morte: – “Estás em despedida,
Das terras que tiveste em toda a vida,
Terás agora apenas sete palmos...”