IV
A ansiedade ocupa hoje um largo espaço no comportamento do homem. Como saber quando a ansiedade torna-se prejudicial? O que fazer para dominá-la? — A ansiedade tem manifestações e limites naturais, perfeitamente aceitáveis. Quando se aguarda uma notícia, uma presença, uma resposta, uma conclusão, é perfeitamente compreensível uma atitude de equilibrada expectativa. Ao extrapolar para os distúrbios respiratórios, o colapso periférico, a sudorese, a perturbação gástrica, a insônia, o clima de ansiedade torna-se um estado patológico a caminho da somatização física em graves danos para a vida. O grande desafio contemporâneo para o homem é o seu autodescobrimento. Não apenas identificação das suas necessidades, mas, principalmente, da sua realidade emocional, das suas aspirações legítimas e reações diante das ocorrências do cotidiano. A ansiedade trabalha contra a estabilidade do corpo e da emoção. A análise cuidadosa da existência planetária e das suas finalidades proporciona a vivência salutar da oportunidade orgânica, sem o apego mórbido ao corpo nem o medo de perdê-lo. São válidas para este momento de ansiedade, de insatisfação, de tormento as lições do Cristo sobre o amor ao próximo, a solidariedade fraternal, a compai xão, ao lado da oração, geradora de energias 'otimistas e da fé, propiciadora de equilíbrio e paz, para uma vida realmente feliz, que baste ao homem conforme se apresente, sem as disputas conflitantes do passador nem a acomodação coletivista do presente. (O Homem Integral -18 edição - p. 18/19/2Q),
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Nome do Capítulo Temas de Autoconhecimento
Pergunta 187