Após a execução tivestes imediata noção dessa nova existência? – R. Eu estava imerso em grande perturbação, da qual, aliás, ainda não me libertei. Senti uma dor imensa, parecendo-me ser o coração quem a sofria. Vi rolar não sei quê aos pés da guilhotina; vi o sangue que corria e mais pungente se tornou a minha dor.
4-a. Era uma dor puramente física, análoga à que resultaria de um grave ferimento, da amputação de um membro, por exemplo? – R. Não; imaginai antes um remorso, uma grande dor moral.
4-b. Quando começastes a sentir essa dor? – R. Desde que fiquei livre.