Tal é o resumo das instruções que tantas vezes os Espíritos têm dado, a nós e à Sociedade. Por experiência, chegamos, mesmo, a lhes reconhecer a sabedoria. Eis por que as comunicações relativas às pesquisas científicas só têm para nós uma importância secundária. Não as repelimos; acolhemos tudo quanto nos é transmitido, porque em tudo há alguma coisa a aprender; mas não o aceitamos senão sob a condição de o verificar previamente, guardando-nos de lhe emprestar uma fé cega e irrefletida: observamos e esperamos. O Sr. Jobard, que é um homem positivo e de grande bom-senso, compreenderá melhor que ninguém que esta é a melhor maneira para nos preservarmos do perigo das utopias. Certamente não seremos nós os acusados de querer ficar na retaguarda, mas queremos evitar pisar em falso e tudo quanto pudesse comprometer o crédito do Espiritismo, dando prematuramente como verdades incontestáveis o que é ainda hipotético.
Pensamos que estas observações serão igualmente apreciadas por outras pessoas que, por certo, compreenderão o inconveniente de antecipar o momento para certas publicações. A experiência lhes mostrará a necessidade de nem sempre levarem em consideração a impaciência de certos Espíritos. Os Espíritos verdadeiramente superiores – e não nos referimos aos que se dão por tais – são muito prudentes, virtude que constitui um dos caracteres pelos quais podemos reconhecê-los.
Dissertações Espíritas Recebidas ou lidas na Sociedade por diversos médiuns