I
É muito frequente aquele que foi beneficiado, esquecer-se rapidamente do benefício recebido. Como conviver com a ingratidão? — Não digas, quando a ingratidão te bater à porta: “Nunca mais ajudarei a ninguém!” Não exclames, quando a impiedade dos teus beneficiários chegar ao reduto do teu lar: “Para mim, chega!” Não reclames, quando a soberbia dos teus pupilos queimar tuas mãos generosas com as brasas da maldade que carregam consigo: “E eu que tudo lhes deiT Não sofras, dizendo, quando o azorrague daqueles a quem amas te ferir o devotamento: “Arrependo-me de ter ajudado!” Não retribuas mal por mal, pois que, assim, vitalizarás o próprio mal. O bem que se faz a alguém é luz que se acende interiormente. Gostarias, sim, de recolher gratidão, amizade, compreensão...Todos nós gostaríamos de experimentar os pomos da gratidão. A árvore, porém, não pergunta a quem lhe colhe o fruto para onde o carrega, que pretende delé. Felicita-< se por poder dar e se multiplicar através da semente que, atirada alhures, abençoa o novo solo com outras dádivas de alegria. Imita-lhe o exemplo. Teus frutos bons, que produzam bons frutos além... A ti a alegria de fazer, doar, e nunca a ideia de colher reconhecimento ou gratidão. Gratidão, pode ser, também, pagamento. Seja grato o teu coração mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém... a (Dimensões da Verdade - 2 edição - p. 54/55)
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Nome do Capítulo Temas Evangélicos
Pergunta 9