Capítulo 1
Como se deverá comportar o espiritista perante a política do mundo? — O sincero discípulo de Jesus está investido de uma missão mais sublime, em face da tarefa política saturada de lutas materiais. Essa é a razão porque não deve provocar uma situação de evidência para si mesmo, nas administrações transitórias do mundo. E, quando convocado a tais situações pela força das circunstâncias, deve aceitá-las não como galardão para a doutrina que professa, mas como provação imperiosa e árdua, onde todo êxito é sempre difícil. O espiritista sincero deve compreender que a iluminação de uma consciência é como se fora a iluminação de um mundo, salientando-se que a tarefa do Evangelho, junto das almas encarnadas na Terra, é a mais importante de todas, visto constituir uma realização definitiva e real. A missão da doutrina é consolar e instruir, em Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. Trocá-la por um lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos ensinos, porque todas as organizações humanas são passageiras em face da necessidade de renovação de todas as fórmulas do homem na lei do progresso universal, depreendendo-se daí que a verdadeira construção da felicidade geral só será efetiva com bases legítimas no Espírito das criaturas.
TAG Valor
Parte Primeira
Tema Geral Ciência
Sub-Título Ciências Fundamentais
Tema Específico Sociologia
Pergunta 60