Partilhamos completamente da opinião do redator do Salut public, no que concerne às monstruosidades físicas. A gente é penosamente afetada à vista de certas exibições desse gênero; mas serão mesmo derrogações das leis da Natureza? Ao contrário, não seria mais lógico ver, como ensina o Espiritismo, uma aplicação de leis universais ainda imperfeitamente conhecidas e uma demonstração da natureza oposta, mas tão concludente quanto a primeira, da pluralidade das existências?
Quanto ao perigo de deixar a Srta. Sophie Gras entregue às suas inspirações, somos de opinião que tal não existe.
O perigo seria refrear essa necessidade de expansão que a domina.
Seria tão imprudente forçar a concentração das inteligências que assim se afirmam, quanto acumular no espírito de certos pequenos prodígios conhecimentos que se revelam por um gesto, músicos ruins que agradam numa primeira audição, mas que causam fadiga rapidamente; talvez inteligências notáveis, mas que se estiolam e se abastardam numa temperatura de estufa, para a qual não nasceram.
As vocações naturais, conseqüências de aquisições anteriores, são irresistíveis; combatê-las é querer quebrar as individualidades que as possuem. Deixemos, pois, governar-se pela inspiração os Espíritos que, como a Srta. Gras, chegaram passando pela fileira comum das encarnações sucessivas.