19. Um médium de pouquíssima inteligência poderia transmitir comunicações de ordem elevada?
“Sim, em virtude da mesma razão pela qual um médium pode escrever numa língua que lhe seja desconhecida. A mediunidade propriamente dita independe da inteligência, bem como das qualidades morais. Em falta de instrumento melhor, o Espírito pode servir-se daquele que tem à mão. Porém, é natural que, para as comunicações de certa ordem, prefira o médium que lhe ofereça menos obstáculos materiais. Há, também, outra consideração: o idiota muitas vezes só se apresenta como idiota por causa da imperfeição de seus órgãos materiais, podendo seu Espírito, no entanto, ser mais adiantado do que se pensa. Tendes a prova disso em certas evocações de idiotas, mortos ou vivos.”
OBSERVAÇÃO – Este é um fato comprovado pela experiência. Já evocamos inúmeras vezes Espíritos de idiotas vivos, os quais deram evidentes provas de sua identidade e responderam com muita sensatez e mesmo de modo superior às questões que lhes foram propostas. Esse estado é uma punição para o Espírito, que sofre com o constrangimento em que se vê. Um médium idiota pode, pois, oferecer ao Espírito que queira manifestar-se mais recursos do que se pensa. (Veja-se: Revista espírita, julho de 1860, artigo sobre a Frenologia e a Fisiognomonia.)